Apareceu de repente
Zumbido que surge do nada, principalmente junto com queda de audição, precisa de avaliação médica rápida.
Serviço
Aquele apito, chiado ou cigarra que não para tem tratamento. Começa com uma avaliação que descobre de onde ele vem — e segue com uma conduta feita para o seu caso.
O que é
Zumbido é a percepção de um som sem que exista fonte sonora nenhuma por perto. Cada pessoa descreve de um jeito: apito fino, chiado de televisão fora do ar, cigarra, panela de pressão, batida no ritmo do coração.
Ele não é uma doença em si — é um sintoma. Pode vir de perda auditiva, exposição a ruído alto, cera acumulada, alteração de pressão, estresse, alguns medicamentos e outras causas. Por isso o primeiro passo nunca é tratar o zumbido: é descobrir de onde ele vem.
O que quase todo mundo tem em comum é o incômodo. O zumbido atrapalha o sono, rouba a concentração e cansa. Conviver com ele em silêncio, sem investigar, é o pior caminho.
Sinais de alerta
Zumbido merece avaliação sempre. Nestes casos, com mais urgência.
Zumbido que surge do nada, principalmente junto com queda de audição, precisa de avaliação médica rápida.
Zumbido em um lado só pede investigação mais cuidadosa do que o que aparece nos dois.
A combinação de zumbido e tontura pode indicar alteração no labirinto e merece exame específico.
Se você já não dorme direito ou perdeu a concentração no trabalho, o zumbido passou do ponto de "conviver".
O que fazemos
A avaliação mapeia a sua audição e caracteriza o zumbido: em que frequência ele está, qual a intensidade, o quanto ele atrapalha a sua vida. Isso vira um ponto de partida mensurável, para depois dar para comparar.
A partir daí a conduta é montada para o seu caso. Na maior parte das vezes ela combina a adaptação do aparelho auditivo — que devolve os sons de fora e tira o zumbido do centro da atenção — com terapia sonora e orientação sobre hábitos.
Dúvidas frequentes
Depende da causa. Quando o zumbido vem de cera, infecção ou de um problema tratável, ele pode desaparecer junto com a causa. Na maior parte dos casos ligados à perda auditiva não existe cura, mas existe tratamento: dá para reduzir muito o incômodo e devolver o sono e a concentração. Quem promete cura garantida para qualquer zumbido não está sendo honesto com você.
Na maioria dos casos, sim. Boa parte do zumbido aparece junto com a perda auditiva: com menos som chegando de fora, o cérebro passa a prestar atenção no ruído interno. Devolvendo os sons do ambiente, o zumbido perde destaque. Muitos pacientes relatam que ele fica em segundo plano já nas primeiras semanas de uso.
É o uso controlado de sons — ruído suave, sons da natureza, música em volume baixo — para o cérebro se reorganizar e parar de dar tanta importância ao zumbido. Pode ser feita pelo próprio aparelho auditivo, que tem geradores de som embutidos, ou por aplicativo. O ajuste é individual e vai mudando ao longo do acompanhamento.
É o ideal, principalmente se o zumbido apareceu de repente, é só de um lado, vem com tontura ou com perda súbita de audição. Nesses casos a investigação médica vem primeiro. A avaliação fonoaudiológica complementa, ela não substitui o médico.
Varia bastante. Alguns pacientes percebem alívio nas primeiras semanas de uso do aparelho; outros precisam de dois a três meses de terapia sonora e acompanhamento. O que não funciona é tratamento sem retorno: o ajuste ao longo do tempo é justamente o que faz efeito.
Comece pela avaliação gratuita, na sua casa. A partir dela dá para saber o que está causando e o que fazer.